Há grandes avanços tecnológicos que, além de auxiliar na aprendizagem da criança, de informá-la, de entretê-la, promovem a inclusão digital de educandos com deficiência: teclados de computador com lâminas que são substituídas conforme a atividade e seu nível de dificuldade; escritas contrastantes e letras grandes para deficientes visuais; equipamento programado ajustando o toque da criança, evitando seus erros involuntários, entre muitas outras modernidades tecnológicas e inclusivas.
Em contrapartida, há muito a ser realizado como por exemplo: Nós docentes necessitamos conhecer, reconhecer, adaptarmo-nos às TIC e sua função efetiva e relevante na aprendizagem das crianças, como facilitadores, como orientadores na construção desse conhecimento.
Entretanto, nada acontecerá se o professor não tiver auxílio para entender, praticar essas novas posturas: Lidar criticamente com as Tecnologias da Informação e da Comunicação, usando-as consciente e, pedagogicamente, capacitando-se no acompanhamento dessas mudanças, com a certeza de que ensinará os alunos a aprender e aprenderá ensinando-os. Usá-las com reflexão, criatividade, contextualizando-as como instrumentos potencializadores de cidadania e integração entre professores, alunos e o mundo que o cerca.
" O acesso às tecnologias adquire sentido quando se consegue atribuir significado às informações e expressar-se por meio dessa tecnologia utilizando-a para resolver problemas da própria vida." (Beth Almeida- Coordenadora Projeto Gestão Escolar e Tecnologias desenvolvido em parceria com a Microsoft, e que está sendo realizado nas escolas da Rede Estadual de São Paulo.)
Algumas constatações durante o desenvolvimento de nosso Projeto de Aprendizagem:
*Existe uma grande diferença nas políticas de utilização das TIC na Escola Particular e nas Escolas Públicas. Na escola privada encontramos uma preocupação na formação do educador no conhecimento pedagógico das tecnologias, bem como uma ajuda profissional que facilite o acesso de sua turma e o desenvolvimento de seu trabalho no LI.
*Nas Escolas Públicas há os monitores que dominam a tecnologia, mas ignoram seu uso didático e pedagógico. Em outras escolas, existem os LI, mas, fechados, onde nem o professor, nem o aluno tem acesso para não estragarem as máquinas.
*Há poucas ofertas na Rede Pública para a formação continuada do professor.
*Pouco se discute e se reflete sobre isso entre os nossos pares, pois o conflito nos obrigaria a buscar soluções, isso exigiria muito trabalho e remexeria com nossa zona de conforto.
Portanto, a inclusão digital do educando está diretamente ligada a inclusão do Professor, do Diretor, do Supervisor, do Orientador Educacional.
Urge um olhar mais comprometido e embasado teoricamente dos Gestores Públicos e Escolares com relação à integração dessas tecnologias ao cotidiano escolar, promovendo políticas didático-pedagógicas garantidas no PPP, onde todos, mas principalmente as crianças tenham acesso e sejam beneficiados pela inclusão digital.
SITES PESQUISADOS:
http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0172/aberto/mt_86784.shtml
http://www.abed.org.br/congresso2008/tc/429200862022PM.pdf
http://www.microsoft.com/brasil/educacao/parceiro/beth_edicao.mspx
http://www.fsp.usp.br/acessibilidade/cd/atiid2003/artigos/2_3UsoDasTIC.PDF
http://www.isecure.com.br/anpae/128.pdf
http://revistaescola.abril.com.br/edicoes/0200/aberto/mt_214439.shtml
Outras Fontes:
Entrevistas realizadas durante o desenvolvimento do projeto
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